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jovem artista: seja um sucesso em 2010!

Recebi hoje um curioso email, que posto aqui, para os artistas tomados pela casa e para os artistas e outros plugados na casa:

A 2010 Strategy For Selling Artwork
A message on art marketing from magazine publisher Eric Rhoads

How did 2009 stack up against 2008? Chances are, it was about half as good as 2008. And that was probably a down year. Right?

What if I told you that I know artists who are having their best year of sales in 2009?

It’s true.

Sure, you could look for some advantage they had. But in reality, these are regular folks who created a strategy, adjusted it, and ended up saving a year that would have otherwise been a disaster.

“Eric, I’ve sold 21 paintings in the last 60 days, and this has turned out to be one of my best years, despite the economy.” I received that call last Thursday from an artist I’ll call Charlie (his real name is available upon request).

What was Charlie’s strategy? Why did he have a good year in spite of the down economy?

Art Marketing’s Dirty Little Secret
Of course, many principles impact sales, but there are three core principles to marketing art successfully:

1. A Conscious Decision to Succeed, No Matter What
Charlie wasn’t living under a rock. He knew the economy was bad and that art sales were falling off. Early in the year, he told me, “I’m afraid this is going to be an awful year for selling artwork, so I’ve made up my mind to make it my best year.”

A funny thing happens when you make up your mind to succeed and don’t let yourself off the hook. You find a way to succeed. Unlike most artists who whine that the economy is bad, art isn’t selling, they don’t have a chance, Charlie knew that if he worked harder and smarter, he would save his year. Did I mention he’s sold 21 paintings in the last 60 days?

2. Put Your Line in the Water Where the Money Is Flowing
Where would you rather fish, in a dry creek bed or a river gushing with fish? There is an old saying: “Fish where the fish are.”  In other words, don’t waste time where there is no business. Don’t make your own river, go find a river where the money is flowing.

Once you find that river of money, the critical issue is to put your bait in the water. Most people forget this step. In fact, when times get tough, they decide to save their money and fail to put their name or product out for all to see. If there is no bait, the fish won’t bite.

Charlie was in three art galleries, and each was selling half as much as normal. Instead of accepting the circumstances, he was proactive. He figured that if three were selling half as much, he needed three more. He also learned where people were still buying paintings and focused on getting into galleries in those areas.

What Is Your Strategy for 2010?

Your 2010 strategy needs to start with pure determination.

Write this in GIANT letters and stick it on your mirror so you see it every day: I will sell more art in 2010 than ever before. It will be my best year yet.

Start by believing it. Support it with a plan. What actions will you take to sell more art? Where will you find a river of money? How will you get more galleries? In what other ways will you stand out? What bait will you put on your hook?

Your plan won’t work by belief alone — it requires a strategy. Charlie’s strategy was to double the number of galleries and find galleries in areas where he would sell more art. He also started painting smaller paintings that were easier to sell.

Why 2010 Must Be On Your Mind Now
Most of us can’t wait to have 2009 behind us. But most businesses are using the fourth quarter of 2009 to plan for 2010. This is when budgets are set and tactics are planned. Most art galleries are revising budgets, scheduling shows and exhibitions, and looking to add new artists to their rosters.

From your perspective, 2010 should start now. Start building your success plan and start working it now. After all, you need sales to start in January to meet your new goals.

Artistic Pinball
You’re an artist. I am too. Like you, I’d rather paint than do the books, work on marketing, or build a business plan. But if I didn’t do these things and allowed my business to go on autopilot, I’d be like a pinball flipping from one side of the game to the other. Having a plan is the road map that increases your chance of hitting your goals. So get serious and do it now. Your plan — and your determination — to succeed is the most important thing you can be doing now to have a great 2010.

Eric Rhoads
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PS: The Rest of the Story
Charlie and I spoke late in 2008 when he was starting to see his sales decline. He made a plan for 2009, and found his new galleries by showing his artwork in Artist Advocate magazine. He heard from three galleries and decided to add the two that fit the profile of the “river of money.” When we spoke Friday, he told me he was planning to advertise again to get a few more galleries. He said the days of having only one or two galleries are gone, because more galleries mean more paintings sold.

Do you want to catch some bigger fish? It’s time to put your bait in the water. I invite you to join us for our December Artist Advocate issue. We like to call it the Planning & Budgeting issue because it hits when people are making their plans for the next year. We mail the print magazine to 6,500 galleries and e-mail another 8,000 digital issues.

Categories accepted:
– Painters (Contemporary & Traditional)
– Sculptors
– Fine Art Photography
– Mixed Media
– Fine Craft & Woodwork
– Handmade Jewelry

Deadline: November 3

Contact the following people to apply to get into the December issue. Ask how you can be on the cover:

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E então? Vamos discutir a questão arte & mercado?

s.


permeability show II

Uma casa fechada em si mesma e impermeável é como um sistema nervoso sem mundo: não tem sentido nenhum. (Sem sentido nenhum fica, naturalmente, muito nervoso…)

Afinal, mais sobre os livros que estão na biblioteca da casa:

Helio Oiticica: Quasi-cinemas (com um texto de Carlos Basualdo). O livro ajuda a entender a última fase de HO, nos anos 1970, a época das Cosmococas, de experiências com super-8, com aquela escrita frenética e uma série de citações, naqueles textos: Jimi Hendrix,  Rolling Stones, Augusto & Haroldo de Campos, McLuhan, Heidegger, Glauber Rocha… a impressão que dá é que HO estava um pouco nesse transe louco de tentar sintetizar uma época, e tem coisas lindas como WOOSTOCKHAUSEN… Muitos textos e imagens — o desastre estranho do fim-de-semana passado ainda não tinha acontecido, mas, enfim, HO está lá.

Jairo Ferreira: Cinema de Invenção — livro muito legal, cobrindo somente a produção mais radical do cinema brasileiro desde os anos 60. Acho que não tem livro igual nesse tema, independente de outras questões que não dá pra discutir aqui.

OPEN SYSTEMS: Catálogo espetacular da exposição que a Tate Modern organizou, em 2005, reunindo um recorte da produção conceitual e que poderia ser vinculada a um pensamento sistêmico nos anos 1970.

(Incrível, já que falamos em HO, é que, quando pegaram as bombas em Londres, em julho de 2005 – poucos dias antes do assassinato do brasileiro Jean Charles, eu estava nessa exposição, justamente aonde? Num “Penetrável” de Oiticica! Dentro da instalação havia uma televisão, e foi nessa televisão que recebi a notícia do atentado abortado pela polícia londrina… coisa louca…).

permeability show

Estava aqui pensando, essa coisa da casa aberta, em que os horários são fluidos, e que todos os participantes entram e saem, trazem a rua para a casatomada, levam a casa para a rua — fica aquele espaço permeável, com convidados, artistas, e os participantes dos workshops contaminando a casa e contaminando o mundo… inclusive as coisas que estamos vendo noutros blogs e tal.

Então é uma certa leveza combinada com precisão, e fiquei pensando o quanto esse ambiente é diferente daquele ambiente doentio dos reality shows em que todo mundo fica trancado numa casa, sujeito a interações programadas e tramas sinistras, em busca de um pote de ouro ou de quinze minutos de spotlight — nossa, acho que nos últimos anos poucas coisas na TV, que vejo pouco, me fizeram tanto mal ao espírito quanto esse tipo de programa — a excessão são aquelas propagandas de anéis e pulseiras e jóias de ouro feitas com supercloses de mãos e pulsos: isso realmente me deprime… haha (mas só topei com essa imagens em algumas noites de insônia, não tâo frequentes).

(em compensação, aquelas tiras depressivas do Alan Sieber eu acho muito engraçadas, a maioria…)

Enfim,  essa troca constante e essa fluidez, é uma espécie de permeability show! … bem melhor.

O que eu aprendi com alguns trabalhos sobre o espaço, é que o espaço físico não existe exatamente, quer dizer: um espaço não se define pelos seus limites físicos, mas pela maneira como ele é habitado, claro; isto é, por aquilo que ele abriga, e pelo modo como ele abriga, pelo que se performa com ele e por meio dele.

A definição está aberta e pode ser refinada.

Vou postar mais sobre os livros daqui há pouco…

s.

mais coisas em que a gente acredita

1. Ontem, sábado, ao visitar a casa, eu estava, e ainda estou, perplexo com esse incêndio que detonou a obra de Hélio Oiticica.

Hélio Oiticica foi um dos mais importantes artistas da segunda metade do século XX, a gente nem sabe o que dizer quando fica sabendo que as obras estavam na casa (!) do irmão dele, é muito constrangedor…

Então a gente acredita que o Brasil é um desastre institucional, e que um país que hoje está rico economicamente como nunca na sua história, está muito pobre quanto à compreensão das questões da arte e da cultura.

2. A gente acredita , faz tempo, que a arte sozinha não vai mudar o mundo, mas que sem ela não há muito o que salvar. Mas como já escrevemos isso antes, a gente acredita no senso de humor…

3. Mas a gente também se pergunta sobre essa palavrinha “arte” e fica pensando se ela dá conta… Então a gente sempre acaba acreditando que a linguagem é que não dá conta…

4. Então a gente pensa se a arte dá conta, ou faz de conta que dá conta, o que dá na mesma e  já é muita conta. Então a gente lembra uma coisa interessante que o Bruno falou, que é sobre “coisas” e “pessoas” e a gente acredita nisso.  Bastante mesmo.

Então, os livros:

Guy Brett, Brasil Experimental: Nessa questão de retomar a conversa com os artistas brasileiros na linhagem Hélio-Lygia, na fala desse grande crítico inglês.

Vilém Flusser: Elogio da Superficialidade, porque ficamos discutindo essa coisa do superficial e do profundo, e tem duas coisas que sempre me lembro quando se discute as coisas nesses termos: Blanchot, que disse que “o que há de mais profundo é a pele”. E o Leminski, que disse que as aparências enganam, mas pelo menos aparecem.

Para a Adelita levei a Lydia Schouten, que pouca gente conhece aqui no Brasil, mas é uma artista holandesa interessantíssima…

está tarde, de novo….

15/10: alguns livros

15/10
Cheguei na casa umas 18:00 hs, a Mari e o Henrique estavam saindo, o Gui resolveu levá-los no metrô e voltar. Fiquei conversando com a Tetê e a Tainá, coisas gerais.
Daí o Gui voltou e conversamos longamente sobre algumas fotos e processos dele e questões gerais de fotografia, cruzando umas referências teóricas com livros da Roni Horn e do Robert Frank.
O Deco Farkas pousou lá durante essa conversa, que, entre livros, fotos e digressões, foi até uma 21:30.

Lista de livros que levei para a casa:

Ricardo Basbaum (org.): Arte Contemporânea Brasileira: Dicções, Ficções, Estratégias. Volume básico, pela coletânea de textos de artistas e críticos sobre a arte brasileira a partir dos anos 1960/70. Achei que pode ser útil ao grupo. E como está esgotado e é muito difícil de achar, fica por lá este mês.

Jairo Ferreira: Cinema de Invenção. Inventário crítico de uma produção de cinema radical brasileiro, dos anos 60 até os anos 90. Interessantemente, tem lá um “Hiperdiálogo” entre o Artur Omar e o Carlão Rienchenbach que fui eu quem editou, na época em que era editor de cultura na Super11.net (qualquer um dos dois, que estão vivos, pode confirmar isso). Não tem crédito, mas tem lá sua graça que tenha sido editada, senão ia ter desaparecido.

Falo dos outros livros depois. Está tarde e post grande ninguém lê… hehehe.