A Casa Tomada tem grande prazer em anunciar os 7 artistas e a pesquisadora que participarão do Ateliê Aberto #6, no primeiro semestre de 2012. / Casa Tomada is pleased to announce the 7 artists and the researcher selected for Ateliê Aberto #6, beginning on April, 2012.
Artistas / Artists :
- Daniel Barroca, 1976. Lisboa – Portugal / Lisbon – Portugal
- Daniel de Paula, 1987. São Paulo – Brasil / Sao Paulo – Brazil
- Frederico Filippi, 1983. São Paulo – Brasil / Sao Paulo – Brazil
- Ji Hye Yeom, 1982. Seul – Coréia do Sul / Seoul – South Korea
- Maíra Dietrich, 1988. Florianópolis – Brasil / Florianópolis – Brazil
- Maura Grimaldi, 1988. São Paulo – Brasil / Sao Paulo – Brazil
- Richard Höglund, 1982. Sumter – EUA / Sumter – USA
Pesquisadora / Researcher :
- Camila Fialho, 1980. Porto Alegre – Brasil / Porto Alegre – Brazil
A 6a edição do programa de residência artística acontecerá de 02 deabril à 08 de julho de 2012. / The 6th edition of the artistic residency program will happen from April 2nd to July 08th, 2012.
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The selection committee members were / Fizeram parte da comissão de seleção : Ana Maria Maia, Claudio Bueno, Thais Rivitti, além de Tainá Azeredo e Thereza Farkas, diretoras da Casa Tomada.
Ana Maria Maia é jornalista de formação (UFPE, 2007) e desde 2006 pesquisa e escreve sobre arte. Atualmente, faz Mestrado em História da Arte na Faculdade Santa Marcelina, sob orientação da Prof. Dra. Lisette Lagnado. É curadora do Rumos Artes Visuais, do Itaú Cultural (2011-2012) e integra o Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Foi assistente de curadoria da 29a. Bienal de São Paulo (2009 – 2010). Em 2006, criou o Portal Dois Pontos – Arte Contemporânea em Pernambuco. Realizou individual de Paulo Bruscky (Vervendo, 2008) e a coletiva Linha Orgânica (2009), ambas na Galeria Amparo 60 (Recife – PE), e individual de Amanda Melo (Esplendor, 2011), na Galeria Moura Marsiaj (São Paulo – SP). Em 2009, colaborou com a equipe editorial do Canal Contemporâneo.
Claudio Bueno é artista, doutorando em Artes Visuais na ECA-USP, onde concluiu também o seu mestrado. Em 2011 recebeu Menção Honrosa no Ars Electronica (Linz/Austria), foi premiado no Transitio_MX (México), indicado ao Prêmio Sérgio Motta e foi artista residente na La Chambre Blanche em Québec, no Canadá. Em anos anteriores foi residente do LABMIS e comissionado pelo Rumos Arte Cibernética do Itaú Cultural e pelo Festival Arte.Mov. Participou de exposições no Paço das Artes, Galeria Luciana Brito, Itaú Cultural, Sesc, MARP, Escola São Paulo, entre outras. Por meio de performances e instalações, seus trabalhos articulam principalmente noções de espaço, corpo e informação. http://buenozdiaz.net
Thais Rivitti é crítica de arte e curadora. Atualmente cursa doutorado na ECA-USP e é coordenadora da programação do Ateliê 397.
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Daniel Barroca, 1976. Utilizando-se de diversos meios, como escultura, fotografia e instalação, seu trabalho tem como fundo elementos históricos que alimentam uma prática focada em questões como ocupação, repressão, domínio e também testemunho, herança e esquecimento.

Recolhendo os Ossos. 15 tiras de fotomaton, pb. 20X5cm. 2009
Daniel de Paula, 1987. Através de suas intervenções, muitas vezes criadas para lugares específicos, Daniel traz a ideia de deslocamento dos elementos urbanos e uma ressignificação sobre as questões de público e privado.

Aparição. Intervenção no espaço expositivo do CCSP. 2011
Frederico Filippi, 1983. Transitando entre vídeo, pintura, fotografia e escultura, o artista trabalha com as relações do cotidiano e transforma o modo de olhar a cidade a partir de sua construção conceitual.

F-86. óleo sobre tela. 40X50cm. 2010
Ji Hye Yeom, 1982. Suas inúmeras viagens servem como meio para as investigações de seu trabalho, se interessa por temas como multiculturalismo, pós-colonialismo, neo-imperalismo e racismo, e tenta examinar as impossibilidades de narrar e representar o passado e o presente numa condição espacial.

In Search of a Mysterious Traveller's Face. Instalação. 2011
Maíra Dietrich, 1988. A partir de pequenas histórias escritas, narrativas cotidianas sobre acontecimentos simples, agrupados em publicações de tiragem média, os trabalhos trazem como questão primária uma zona de intersecção entre a imagem e a palavra escrita, tentando pensar suas proximidades e impossibilidades, permeados pelos processos de transformações de alguém em deslocamento.

Os Estados da Matéria. Envelope com 5 gravuras. 10X15cm. 2009
Maura Grimaldi, 1988. Numa transição da pintura para a fotografia, estabelece um diálogo entre o ato de fotografar e as relações afetivas. A escolha por muitas vezes fotografar os mesmos locais, estimula um vínculo com relação a coleção dessas imagens.

Enquanto Agora Não Finda. C-print. Plíptico Fotográfico. 30X40cm. 2010-11
Richard Höglund, 1982. Trabalhando com múltiplas linguagens como performance, fotografia, som e escultura, em uma justaposição de ideias e formas, seu trabalho é todo construído em uma linha tênue entre o sentido e a falta de sentido.

Lay yourself down at the highpoint / Lift ninefold your eyes to the horizon / Open your mounth and roll down the hill / Swallow the earth collected, or spit it out. Série de nove fotografias. 50X50cm. 2010
Camila Fialho, 1980. Formada em Letras e pós graduada em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural, tem sua pesquisa voltada para o cruzamento da literatura com as artes visuais, envolvendo questões como surrealismo, romance e artes selvagens.
“(…) A descoberta da escritura automática em 1919, consolidada em Les Champs magnétiques (1920) de André Breton e Philippe Soupault, corrobora a ideia de que o homem é capaz de se expressar em um estado de liberdade absoluta. Aquilo que, à primeira vista representa o reencontro entre o homem e a imaginação na arte poética, passa a ser entendido como um reencontro do homem consigo mesmo, do homem com sua própria liberdade interior. Após tal descoberta – passando por experimentações relacionadas à narrativa de sonhos e manifestações através do sono induzido –, os membros do grupo que dela participaram começam uma reflexão sobre aquilo que eles tinham vivido até então. Como Aragon explica, é em 1924 que o surrealismo “revient sur lui-même entrainant avec soi un univers de déterminations (…)”
